Polícia

Operação Autoritas: empresário é caçado após investigação apontar ameaças a delegado e monitoramento da família em Cuiabá

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Por EDS NEWS • 15/07/2026 17:22 (horário de MT)

JB News Por Emerson Teixeira A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Autoritas para cumprir mandado de prisão preventiva contra o empresário Maike Koseki de Capua, de 41 anos, investigado por ameaçar o delegado Edison Ricardo Pick, monitorar sua rotina e acompanhar os deslocamentos de familiares da autoridade policial em uma suposta tentativa de intimidar o responsável pelas investigações e influenciar o andamento de um processo criminal. O empresário não foi localizado durante a operação e é considerado foragido pelas forças de segurança.

As investigações apontam que a ofensiva contra o delegado teve início após Maike passar à condição de réu em uma ação penal que apura sua suposta participação em uma organização criminosa. Segundo os investigadores, em vez de apenas responder ao processo judicial, o empresário teria adotado uma estratégia de pressão contra o responsável pelo inquérito, promovendo o acompanhamento constante de sua rotina pessoal e profissional. De acordo com a Polícia Civil, o monitoramento teria ultrapassado a figura do delegado e alcançado sua esposa, o filho e outros familiares próximos.

A suspeita é de que o investigado buscava mapear horários, deslocamentos e hábitos cotidianos da família, criando um ambiente de intimidação psicológica com o objetivo de constranger a atuação da autoridade policial e enfraquecer a condução das investigações. Os elementos reunidos durante o inquérito indicam que as ações atribuídas ao empresário não configuram apenas ameaças isoladas. Para a Polícia Civil, há indícios de uma conduta planejada e continuada, voltada a interferir diretamente na persecução penal, motivo pelo qual foi representada pela prisão preventiva.

A Justiça acolheu os argumentos apresentados pelos investigadores ao entender que a liberdade do suspeito poderia representar risco à instrução criminal e à integridade das pessoas envolvidas no caso. As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que autorizou um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão. A operação foi executada por equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), com apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), que realizaram diligências em endereços ligados ao empresário.