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Operação apreende quase 60 mil peixes geneticamente modificados

Quase 60 mil peixes geneticamente modificados foram apreendidos por agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) neste mês em Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, em Pernambuco, no Paraná, no Rio de Janeiro e em São Paulo, além do Distrito Federal. Segundo informações divulgadas pelo instituto na sexta-feira (21), o município de Muriaé, na Zona da Mata mineira, foi o maior alvo da operação, pois em 2022 houve a constatação de peixes transgênicos em vida livre nos...

Por EDS NEWS • 25/03/2025 16:53 (horário de MT)

Quase 60 mil peixes geneticamente modificados foram apreendidos por agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) neste mês em Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, em Pernambuco, no Paraná, no Rio de Janeiro e em São Paulo, além do Distrito Federal.

Segundo informações divulgadas pelo instituto na sexta-feira (21), o município de Muriaé, na Zona da Mata mineira, foi o maior alvo da operação, pois em 2022 houve a constatação de peixes transgênicos em vida livre nos rios da região. Na cidade, foram apreendidas 2 mil peixes.

Já em Patrocínio do Muriaé, também na Zona da Mata, foram 50,6 mil peixes apreendidos. Em Minas Gerais, também houveram apreensões em Vieiras, São Francisco do Glória, Belo Horizonte, Ibirité, Contagem e Caeté. A ação, chamada "Quimera Ornamentais-Acari " , foi realizada durante duas semanas de março para combater a manutenção e o comércio ilegal desses animais utilizados na aquariofilia, que consiste na atividade de criar peixes, plantas e outros organismos aquáticos em aquários ou tanques. Até o momento, foram expedidos 36 autos de infração e aplicados R$ 2,38 milhões em multas.

Ao g1, o Ibama informou que não houve prisões, mas a cópia dos procedimentos administrativos serão encaminhados ao Ministério Público, que poderá propor ação penal. Entre as espécies apreendidas estão:

paulistinha (Danio rerio); tetra-negro (Gymnocorymbus ternetzi); beta (Betta splendens). Conforme o Ibama, os peixes foram modificados geneticamente para emitirem fluorescência por meio da inserção de genes de anêmonas ou de águas-vivas, conferindo-lhes cores fortes, com capacidade de bioluminescência quando submetidos à luz ultravioleta.

"Essas características têm atraído a atenção e tornado esses peixes muito populares entre os aquaristas ao redor do mundo", cita a nota do Ibama. Além da comercialização de peixes ornamentais geneticamente modificados, os agentes fiscalizaram a comercialização de espécies da fauna silvestre sem autorização do órgão ambiental competente, como é o caso dos axolotes (Ambystoma mexicanum), além de arraias do gênero Potamotrygon, sem origem legal.