“Nenhuma empresa tem interesse no DAE hoje”, diz Otaviano Pivetta sobre privatização e descartar intervenção do Estado em Várzea Grande

JB News Por Nayara Cristina Do local Ayla Mara O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), descartou nesta terça-feira qualquer possibilidade de intervenção do Governo do Estado no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG). Em meio às discussões provocadas pela grave crise no abastecimento de água do município, o chefe do Executivo afirmou que o Estado nunca trabalhou com essa hipótese e que a prioridade é construir um plano técnico capaz de solucionar o problema sem afastar a atual estrutura da autarquia.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma intervenção administrativa no DAE, Pivetta foi enfático ao afirmar que essa nunca foi uma proposta do Governo. “Eu não sei quem falou em intervenção. Da nossa parte, nós nunca falamos nisso. O que estamos fazendo é estudar medidas responsáveis para ajudar, ou até fazer diretamente, a água chegar a todas as casas e a todos os domicílios de Várzea Grande”, declarou.
A manifestação ocorre poucos dias depois de o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) reiterar ao Governo do Estado e ao Ministério Público de Mato Grosso a recomendação para que seja avaliada uma intervenção na autarquia. O pedido foi fundamentado nas graves dificuldades administrativas, operacionais e financeiras enfrentadas pelo DAE, além da persistente crise no abastecimento de água que afeta milhares de moradores do município.
O debate ganhou força após o TCE apontar que a autarquia acumula uma dívida superior a R$ 311 milhões, além de sucessivos problemas de gestão, deficiência na prestação dos serviços e descumprimento de determinações expedidas ao longo dos últimos anos para recuperação do sistema de abastecimento. Diante desse cenário, o conselheiro Antonio Joaquim encaminhou ofícios ao governador e ao procurador-geral de Justiça reiterando a necessidade de adoção das medidas previstas em lei. Apesar da recomendação do órgão de controle, Pivetta afirmou que o caminho adotado pelo Estado será diferente.