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”‘Não tem lógica’: Max Russi reage contra pedágio no Pantanal e amplia pressão para barrar concessão entre Livramento e Poconé”

SEM BENEFICIO

Por EDS NEWS • 17/07/2026 20:38 (horário de MT)

JB News Por Nayara Cristina A possibilidade de implantação de uma praça de pedágio entre os municípios de Nossa Senhora do Livramento e Poconé provocou forte reação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e intensificou a mobilização política contra a medida. O presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), classificou a proposta como sem sentido e afirmou que a cobrança representaria um duro golpe para os pequenos produtores rurais, moradores da região e para uma das principais rotas turísticas do Estado.

A manifestação ocorreu após deputados estaduais levarem o tema ao plenário e alertarem para os impactos econômicos e sociais que a concessão poderá provocar caso avance. Segundo Max, a instalação de um pedágio em uma região marcada pela agricultura familiar e pelo turismo ecológico não se justifica e acabaria penalizando justamente quem depende diariamente da rodovia para trabalhar, produzir e se deslocar. “O trecho entre Livramento e Poconé é formado por pequenos agricultores e por uma região estratégica para o Pantanal e para o turismo. Não tem lógica implantar um pedágio ali.

A medida não traz benefício ao Estado e apenas criará dificuldades para quem vive e produz na região”, afirmou o parlamentar. Max revelou ainda que recebeu uma ligação do prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Dr. Thiago, que demonstrou preocupação com os possíveis prejuízos da concessão. Segundo o presidente da Assembleia, o tema exige uma resposta firme do Parlamento para impedir que a população arque com novos custos de deslocamento em uma área considerada essencial para o desenvolvimento regional.

O debate ganhou força após o Governo de Mato Grosso incluir aproximadamente 124,8 quilômetros das rodovias MT-060 e MT-451 no chamado Lote F da segunda etapa do Programa de Concessões Rodoviárias 2023-2026. A proposta prevê que esses trechos passem à administração da iniciativa privada, abrindo caminho para a futura cobrança de tarifas de pedágio destinadas à manutenção e operação das vias. Embora o modelo de concessão tenha como objetivo ampliar investimentos na infraestrutura rodoviária, parlamentares argumentam que a realidade econômica da região exige tratamento diferenciado.