Este movimento segue uma série de processos semelhantes nos Estados Unidos, que já resultaram no pagamento de bilhões de dólares em compensações pela empresa. Os advogados das reclamantes no Reino Unido alegam que o talco vendido pela Johnson & Johnson estava contaminado com amianto, uma substância cancerígena, e afirmam que a empresa sabia disso e tentou suprimir as informações.
Erik Haas, vice-presidente global de litígios da Johnson & Johnson, defendeu a posição da companhia, dizendo que a empresa “leva a questão da segurança do talco extremamente a sério e sempre levou”. Ele acrescentou: “Como mostram nossos documentos, confiamos nos protocolos de testes mais modernos por décadas e fomos totalmente transparentes com as instituições governamentais e pesquisadores acadêmicos sobre nossas descobertas.
Esses achados mostram de forma consistente a ausência de contaminação por amianto no talco do Johnson’s Baby Powder e no talco usado em seus produtos.” Haas também afirmou que a ciência independente não associa o talco ao risco de câncer de ovário nem ao mesotelioma, além de afirmar que a Johnson & Johnson venceu a “grande maioria” dos processos nos Estados Unidos ou obteve vitórias em apelações.
O caso no Reino Unido é esperado para durar entre quatro e cinco anos, e algumas mulheres envolvidas estão preocupadas que não possam sobreviver até a conclusão do julgamento. O câncer de ovário é o sexto tipo de câncer mais comum no Reino Unido, com a doença matando cerca de 11 mulheres por dia no país, ou aproximadamente 4.000 mulheres por ano. Nos Estados Unidos, o número de óbitos anuais por câncer de ovário é três vezes maior, conforme dados recentes.
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