Parecer afirma que laudo de disfunção sexual não impede a ocorrência das condutas investigadas no processo disciplinar O Ministério Público Federal (MPF) apresentou parecer no processo disciplinar envolvendo o ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, defendendo que o laudo médico anexado pela defesa não é suficiente para afastar as acusações de assédio e importunação sexual que pesam contra o magistrado. Segundo o órgão, o diagnóstico de disfunção sexual não torna impossível a prática das condutas narradas pelas denunciantes.

A manifestação do MPF rebate um dos principais argumentos apresentados pela defesa de Buzzi. Os advogados sustentam que o ministro possui disfunção erétil de origem multifatorial, além de outras condições clínicas que comprometeriam sua função sexual, o que, na avaliação da defesa, seria incompatível com parte dos relatos apresentados durante a investigação. No parecer, porém, o Ministério Público afirma que um médico ouvido no processo esclareceu que o diagnóstico não impede, por si só, a ocorrência dos comportamentos investigados.

Para o órgão, as condições médicas descritas nos exames não invalidam automaticamente os depoimentos nem afastam a necessidade de análise do conjunto das provas reunidas ao longo da apuração. O caso é analisado em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado no STJ após denúncias de duas mulheres. Uma delas relata que teria sido alvo de importunação sexual durante uma viagem em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A segunda denúncia foi apresentada por uma ex-funcionária terceirizada que trabalhou no gabinete do ministro e também afirma ter sofrido assédio sexual. Buzzi nega todas as acusações.

Fonte da notícia: Diário do Poder
Matéria resumida pelo portal Publicada originalmente em Diário do Poder diariodopoder.com.br
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