Marcelo cobra Ibama por licença e túnel segue sem sair do papel após quase três anos de impasse na MT-251 “Sem liberação não tem obra”

Impasse no Ibama mantém túnel sem sair do papel e prolonga crise na principal ligação entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães JB News Por Nayara Cristina A construção do túnel no Portão do Inferno, apontada pelo Governo de Mato Grosso como a solução definitiva para um dos maiores gargalos da infraestrutura rodoviária estadual, continua sem previsão para começar.
O principal entrave, segundo o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, é a emissão da licença ambiental pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), documento indispensável para que o Estado possa lançar uma nova licitação e dar início à execução da obra. O assunto voltou ao centro do debate nesta quinta-feira (9), durante agenda do secretário em Várzea Grande, onde participou do lançamento de novas obras de recapeamento e recuperação da malha viária.
Questionado sobre o andamento do projeto, Marcelo afirmou que toda a parte técnica sob responsabilidade do Governo do Estado já foi concluída e que, neste momento, a execução depende exclusivamente da análise do órgão ambiental federal. “Enquanto o Ibama não me der o licenciamento ambiental, eu não tenho condições de começar a obra.” A declaração evidencia um impasse que se arrasta há quase três anos e que vem afetando diretamente moradores, comerciantes, empresários do setor turístico e milhares de motoristas que utilizam diariamente a MT-251, principal ligação entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.
Desde o agravamento da instabilidade geológica no fim de 2023, sucessivos deslizamentos de rochas transformaram o Portão do Inferno em um dos pontos mais críticos da infraestrutura estadual. A rodovia passou a operar sob constantes restrições, com interrupções parciais, horários controlados de passagem, monitoramento permanente da encosta e limitações para veículos de maior porte. As medidas emergenciais adotadas pelo Estado conseguiram reduzir o risco imediato de acidentes, mas nunca foram concebidas como solução definitiva.