Treinador aceitou uma redução salarial para liderar o projeto rumo ao Mundial de 2030 Poucas horas após a confirmação da saída de Roberto Martínez, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) agiu com rapidez e já tem um acordo fechado com Jorge Jesus para ser o novo selecionador nacional. O treinador de 71 anos, que recentemente encerrou seu ciclo no Al-Nassr, da Arábia Saudita, realizará o sonho de comandar a Equipa das Quinas pela primeira vez em sua longa e vitoriosa carreira.
As negociações, lideradas pelo presidente da FPF, Pedro Proença, foram aceleradas após a eliminação de Portugal frente à Espanha nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Embora a Federação ainda não tenha oficializado o nome, o anúncio está previsto para ocorrer nesta sexta-feira (10), data simbólica que marca o 10.º aniversário da conquista do Euro-2016. Para assumir o cargo, o “Mister” aceitou uma redução salarial significativa.
Jorge Jesus, que recebia cerca de 12 milhões de euros anuais no futebol saudita, assinará um vínculo de quatro anos com vencimentos próximos a 4 milhões de euros brutos por temporada. O contrato é válido até o Mundial de 2030, que será coorganizado por Portugal, Espanha e Marrocos. Jesus teria recusado ofertas de renovação do Al-Nassr e propostas de clubes como Fenerbahçe e Al-Ahly para priorizar o projeto da seleção nacional. Uma das maiores novidades do novo ciclo será a composição da equipa técnica.
Além de seus fiéis escudeiros (os auxiliares João de Deus e Fábio Jesus, o preparador físico Márcio Sampaio e os analistas Rodrigo Araújo e Gil Henriques), Jorge Jesus convidou o ex-zagueiro Pepe para integrar sua comissão como treinador-adjunto. Pepe, aposentado desde 2024, é visto como uma figura de liderança crucial para a transição geracional da equipe. Jorge Jesus assume uma seleção repleta de talento, mas que, segundo especialistas, ainda busca uma “matriz de jogo” cimentada.
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