Hoje é dia de Mauro Vieira (Relações Exteriores) tomar mais uma bronca humilhante, como a que se viu em vídeo no último G7, após sua resposta à Câmara sobre a revogação do visto de Darren Beattie, conselheiro de Donald Trump para assuntos relativos ao Brasil. E demorou: a Câmara pediu explicações em abril. Vieira desmente Lula (PT), diz que o veto nada teve de suposta “reciprocidade” e a motivação foi eleitoral. É que o americano pretendia visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, “inaceitável” em ano de eleições. Vieira disse que o governo ficou “surpreso” com a desejada visita a Bolsonaro.
Havia claro temor de sujar ainda mais o cartaz do regime. Nas 11 páginas do ofício não há referência a suposta “reciprocidade” pelos vistos cancelados do ministro da Saúde e familiares. A ordem de Lula foi anunciada como retaliação aos vistos cancelados de Alexandre Padilha & Cia pelo secretário de Estado Marco Rubio. Bravateiro contumaz, Lula assumiu ter mandado revogar o visto. Ele viu no “embate” com Trump um jeito de sair das cordas da impopularidade.
Ministro vê ‘superávit’ na gastança recorde de Lula O ministro Bruno Moretti (Planejamento) é outro integrante da equipe econômica do governo Lula que parece viver no mundo da fantasia e por essa razão virou piada entre economistas e especialistas. Ao contrário de toda essa turma, que recomenda um brutal corte de gastos para evitar o colapso das contas públicas, ele acredita em duendes: acha que apesar de toda gastança irresponsável, que produziu rombo de R$140 bilhões em 12 meses, acha que haverá superávit primário em 2027.
O impressionante rombo fiscal produzido pelo governo Lula torna risível a pregação contra projetos no Senado que seriam “pautas-bomba”. A “pauta-bomba” da vez seria a aposentadoria para agentes de saúde, que, segundo o Planalto, representaria despesa anual de R$2 bilhões. O problema não é o gasto, equivalente a duas gotas no oceano de R$140 bilhões de rombo, mas o fato de não ter sido proposto por Lula. Na campanha para presidente de 1960, Jânio Quadros foi a um comício em Aimorés (MG), onde o clima andava tenso entre facções da UDN e PSD.
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