Economia

Inflação recua de novo e mercado melhora projeção para 2026

O mercado financeiro voltou a reduzir a projeção para a inflação em 2026, de acordo…

Por EDS NEWS • 21/07/2026 01:53 (horário de MT)

Boletim Focus registra terceira redução seguida na estimativa do IPCA e mantém expectativa de estabilidade para juros, PIB e dólar O mercado financeiro voltou a reduzir a projeção para a inflação em 2026, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central no Boletim Focus. Esta é a terceira semana consecutiva de queda na estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação oficial do país. A expectativa passou de 5,16% para 5,15% ao fim de 2026.

Apesar da revisão para baixo, a projeção continua acima do teto da meta de inflação, fixada em 4,5%, dentro do sistema de metas contínuas adotado pelo Banco Central. Para 2027, a estimativa foi mantida em 4,20%. O levantamento também mostra estabilidade nas expectativas para a taxa básica de juros. A projeção é de que a Selic encerre 2026 em 14% ao ano, permanecendo inalterada pela quarta semana seguida. Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano, e a expectativa predominante é de apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para agosto.

Em relação ao crescimento econômico, os participantes da pesquisa mantiveram a previsão de expansão de 1,99% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Para 2027, a estimativa permaneceu em 1,65%, sem alterações em comparação com a semana anterior. No câmbio, o mercado continua projetando o dólar em R$5,20 no encerramento de 2026. Para 2027, a expectativa segue em R$5,28. As previsões refletem um cenário de estabilidade para os principais indicadores econômicos acompanhados semanalmente pelo Banco Central.

O Boletim Focus reúne as projeções de instituições financeiras e agentes do mercado consultados pelo Banco Central e é divulgado semanalmente, servindo como referência para acompanhar as expectativas em relação à inflação, juros, crescimento econômico e câmbio.