A morte de Julia Vitória do Prado da Silva, de 20 anos, fez o número de feminicídios em Mato Grosso subir novamente em 2026. Conforme dados do Observatório Caliandra, ligado ao Ministério Público estadual, este já é o 13º caso registrado no ano e o terceiro apenas no mês de abril.
Depois do crime, dois homens acabaram autuados e devem passar por audiência de custódia. Alair Ferreira de Lima, de 75 anos, é tratado pela investigação como autor do assassinato. Já Hédio Antonio Machado, de 66 anos, foi preso sob suspeita de envolvimento na tentativa de esconder o corpo da jovem.
A apuração da Polícia Civil indica que Julia e Alair viviam na mesma residência e mantinham um relacionamento. Esse vínculo é um dos pontos considerados centrais para o enquadramento do caso como feminicídio.
Hédio entrou na investigação depois de ser apontado como a pessoa chamada até a casa quando a vítima já estava morta. Segundo os investigadores, ele foi acionado às pressas e teria sido procurado para auxiliar na retirada do corpo, que já havia sido colocado em uma bolsa grande nas proximidades de um carro.
Esse plano, porém, não foi adiante. A movimentação no imóvel chamou atenção, moradores se aproximaram e a polícia foi acionada antes que o cadáver fosse levado dali. Hédio deixou o endereço, mas acabou localizado mais tarde em sua residência, na área central de Tapurah.
Quando os policiais chegaram, encontraram Alair ainda no imóvel. Conforme o registro da ocorrência, ele estava alterado e segurava o facão que teria sido usado no crime. Durante os procedimentos, confessou ter matado a jovem, embora tenha apresentado a versão de que teria sido atacado antes. Até o momento, essa alegação não encontra respaldo nos indícios iniciais reunidos pela investigação.
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