Mato Grosso

Guia inédito de identificação permite catalogar árvores nativas de Mato Grosso

HF Comunicação Coordenado pela Prof. Dra. Gracialda Ferreira (UFRA) e Prof. Dra. Célia Soares (UNEMAT), em parceria com o Cipem, projeto já reconheceu 106 espécies em quatro regiões; trabalho ainda é uma fração do que falta

Por EDS NEWS • 14/07/2026 01:04 (horário de MT)

HF Comunicação Coordenado pela Prof. Dra. Gracialda Ferreira (UFRA) e Prof. Dra. Célia Soares (UNEMAT), em parceria com o Cipem, projeto já reconheceu 106 espécies em quatro regiões; trabalho ainda é uma fração do que falta mapear no estado Antes de qualquer árvore ser cortada dentro de um Plano de Manejo Florestal (PMF), o profissional precisa ter certeza de qual espécie está diante dela. Esse é o ponto de partida de uma pesquisa que, desde 2024, vem percorrendo florestas em Mato Grosso para construir um guia inédito de identificação botânica das espécies madeireiras mais comercializadas no Estado.

O trabalho é protagonizado por engenheiras florestais, categoria profissional homenageada em 12 de julho, Dia do Engenheiro Florestal. A equipe reúne mais de 14 pessoas, entre coordenadoras, pesquisadores e estagiários das universidades envolvidas.

O projeto "Espécies Arbóreas Mais Comercializadas no Mato Grosso" é realizado pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e pela Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), com apoio financeiro da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDEC) idealizado pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem). A coordenação é assinada por Gracialda Ferreira (UFRA) e Célia Soares (UNEMAT).

O objetivo é garantir segurança técnica para quem está na floresta reconhecendo as espécies, para as agências de fiscalização e licenciamento, e também para o setor produtivo, que passa a comercializar com mais tranquilidade a partir do momento em que trabalha com espécies cuja identificação já está tecnicamente validada. Para Gracialda Ferreira, o problema que a pesquisa busca resolver não é novo. "A floresta amazônica tem uma diversidade muito grande de espécies.

Reconhecê-las é o princípio da produção florestal — e isso tem sido um grande gargalo para o manejo sustentável", afirma a pesquisadora, que atua desde 1995 à frente de um grupo de pesquisa dedicado a produzir informações sobre morfologia e anatomia da madeira. Foi em 2023 que essa trajetória de pesquisa ganhou uma frente específica em Mato Grosso. "Fui convidada pela minha universidade, a pedido do Cipem, para conduzir esse projeto aqui no Estado. E, a partir de janeiro de 2024, iniciamos um trabalho de coletas botânicas ao longo de todo o território", conta Gracialda.