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“Faz sentido investigar quem apontou as irregularidades?”, diz prefeito após operação

O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira, se manifestou na quarta-feira (8), após a segunda fase da Operação Gomorra, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) na semana passada. Em vídeo publicado...

Por EDS NEWS • 09/07/2026 15:26 (horário de MT)

O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira, se manifestou na quarta-feira (8), após a segunda fase da Operação Gomorra, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) na semana passada. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que foi a própria administração municipal quem determinou a realização de uma auditoria interna que identificou indícios de irregularidades nos contratos de gestão da frota e abastecimento de combustíveis.

Segundo o prefeito, após a conclusão da auditoria, o relatório foi encaminhado pelo próprio município ao Ministério Público e, na sequência, foi instaurado um processo administrativo para apurar responsabilidades, corrigir falhas e aperfeiçoar os mecanismos de controle da Prefeitura. “O que muitas notícias não mostraram é que fomos nós mesmos que determinamos, por intermédio do nosso controle interno, o início das apurações de fatos que apresentavam indícios de possíveis irregularidades”, afirmou.

Alexandre também alegou que, ao assumir a Prefeitura, encontrou um sistema de controle de abastecimento considerado precário, feito de forma manual. Segundo ele, a informatização permitiu identificar um déficit de combustível acumulado ao longo de vários anos. “Quando assumi a gestão, o controle de abastecimento de Campo Verde ainda era feito em papel, em bloco de notas. Nós informatizamos todo o sistema, implantamos mecanismos de controle e detectamos um déficit de combustível que vinha se acumulando ao longo de décadas pela falta de um controle mais efetivo”, declarou.

O prefeito questionou o fato de estar sendo investigado justamente por ter autorizado a adesão a uma ata de registro de preços que, segundo ele, possuía parecer jurídico favorável e também foi utilizada por mais de cem prefeituras. “Faz sentido que justamente o gestor que identificou os problemas, determinou a auditoria, encaminhou os fatos aos órgãos de controle e adotou medidas para corrigir as falhas seja investigado por um ato que se limitou apenas à assinatura de uma ata, respaldada, inclusive, por parecer jurídico favorável?”, disse.