Exoneração de Ever Jota amplia clima de tensão na Câmara de Cuiabá em meio à guerra pelo comando da Mesa Diretora

JB News Por Nayara Cristina A saída do jornalista Ever Jota do comando da Secretaria de Comunicação da Câmara Municipal de Cuiabá, oficializada nesta quinta-feira (9), movimentou os bastidores políticos da Capital e intensificou as especulações sobre o acirramento da disputa interna pelo controle da Mesa Diretora do Legislativo. A exoneração ocorre justamente em um dos momentos mais delicados vividos pela Casa de Leis, marcada por embates públicos entre vereadores, quebra de acordos políticos e uma forte crise institucional envolvendo a tentativa de alteração do Regimento Interno.
Ever Jota permaneceu aproximadamente um ano à frente da Secretaria de Comunicação. Nomeado em 8 de julho de 2025, substituiu Luiz Gonzaga Neto após sua saída do cargo. A indicação para a função partiu da primeira-secretária Katiuscia Manteli (Podemos), sendo a nomeação assinada pela então presidente Paula Calil (PL). Embora o desligamento tenha sido anunciado oficialmente pelo próprio jornalista em tom de agradecimento, a coincidência entre sua saída e o agravamento da crise política despertou interpretações nos corredores da Câmara.
Nos bastidores, a avaliação de parlamentares e interlocutores é de que a exoneração ocorre em meio ao desgaste provocado pelos recentes confrontos entre vereadores e pelo embate envolvendo o prefeito Abílio Brunini (PL) e parte do Parlamento Municipal. A tensão aumentou significativamente após a vereadora Katiuscia Manteli reagir de forma dura, da tribuna, às críticas feitas pelo prefeito contra o Regimento Interno da Câmara e contra o modelo atual de eleição da Mesa Diretora.
O episódio elevou ainda mais a temperatura política dentro do Legislativo e aprofundou a divisão entre os grupos que disputam o comando da Casa para o próximo biênio. Como Ever Jota era uma indicação direta de Katiuscia Manteli, sua saída imediatamente passou a ser associada, nos bastidores, ao novo cenário político vivido pela Câmara. Apesar das especulações, até o momento não há manifestação oficial da Mesa Diretora relacionando a exoneração aos acontecimentos políticos recentes, nem confirmação de que a decisão tenha sido motivada pelos conflitos internos.