Agronegócio

Entidades do agronegócio pede apoio a Alckmin para destravar o crédito rural

Setor propõe Fundo Garantidor para injetar R$ 80 bilhões no campo e conter a disparada do endividamento agrícola. Por Jair Reinaldo Representantes do setor agropecuário nacional estiveram em Brasília nesta quarta-feira (08) par...

Por EDS NEWS • 09/07/2026 17:18 (horário de MT)

Setor propõe Fundo Garantidor para injetar R$ 80 bilhões no campo e conter a disparada do endividamento agrícola. Por Jair Reinaldo Representantes do setor agropecuário nacional estiveram em Brasília nesta quarta-feira (08) para uma série de agendas estratégicas com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. O foco principal das reuniões foi encontrar soluções urgentes para o endividamento agrícola e apresentar a proposta de criação de um Fundo Garantidor voltado ao agronegócio.

A comitiva contou com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain — representando a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) —, além de lideranças da Aprosoja Brasil, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e de outros segmentos da cadeia produtiva. O objetivo do setor é assegurar que os produtores tenham acesso efetivo aos recursos financeiros necessários para o próximo ciclo produtivo.

A grande preocupação das entidades é que, apesar dos volumes anunciados no Plano Safra, o aumento das exigências bancárias, o comprometimento de garantias reais e a alta dos custos financeiros impeçam muitos produtores de contratar novos financiamentos. Inadimplência e crédito problemático disparam no campo O sinal de alerta levado ao governo federal é respaldado por dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O levantamento aponta que as operações inadimplentes, renegociadas e prorrogadas saltaram para R$ 21,79 bilhões em Mato Grosso, o que representa 18,22% de toda a carteira de crédito rural do estado. Para dimensão do avanço do problema, em 2022 esse índice era de apenas 2,08%. O estudo do Imea mostra ainda que os atrasos superiores a 90 dias já comprometem 4,98% da carteira mato-grossense, somando R$ 5,25 bilhões em operações vencidas.