Um empresário de 42 anos foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira (15), em Sorriso, durante a Operação Puer Defensus, conduzida pela Polícia Civil. O homem é proprietário de um posto de combustíveis localizado às margens da BR-163.

A investigação apura suspeitas de estupro de vulnerável, produção, armazenamento e compartilhamento de conteúdo envolvendo exploração sexual de crianças e adolescentes.

Além da ordem de prisão, os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão. Um deles foi realizado em endereço relacionado ao empresário e o outro teve como alvo a esposa dele, de 45 anos, que também é investigada por possível envolvimento no caso.

Contra a mulher foram determinadas medidas cautelares diferentes da prisão. As ordens judiciais incluíram a quebra do sigilo telefônico e a apreensão de dispositivos eletrônicos que poderão contribuir para o avanço das apurações.

Durante as buscas, as equipes recolheram armas de fogo, munições, telefones celulares, computadores, dispositivos de armazenamento, um componente do sistema de câmeras de segurança, fitas VHS e outros objetos.

Todo o material será submetido à perícia técnica. A análise deverá verificar a existência de arquivos relacionados aos crimes investigados e identificar possíveis participantes.

Segundo a Polícia Civil, o inquérito teve origem após a prisão de uma mulher suspeita de atrair menores e disponibilizar registros audiovisuais de exploração sexual infantojuvenil.

A extração das informações armazenadas no telefone dessa investigada, juntamente com declarações prestadas durante a apuração, teria levado os policiais até o casal alvo da nova operação.

As diligências apontaram a possível existência de imagens e vídeos envolvendo vítimas menores de idade e o empresário. Os elementos reunidos foram apresentados ao Poder Judiciário e fundamentaram a autorização das medidas cautelares.

A operação mobilizou oito policiais civis, distribuídos em duas equipes da Delegacia de Sorriso, além de duas viaturas. Agentes da Secretaria Municipal de Segurança Pública também participaram da ação, utilizando um drone para acompanhar o perímetro durante o cumprimento dos mandados.

O caso permanece sob sigilo para preservar as vítimas, que são menores de idade. A Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer a participação de cada suspeito, localizar eventuais coautores e reunir provas para a responsabilização dos envolvidos.

Fonte da notícia: Redação EDS NEWS
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