Deputados já nos custaram mais de R$584 milhões

O farto dinheiro é gasto sem dó em “Cotara para o Exercício da Atividade Parlamentar”, conhecido como cotão, e verba de gabinete, que sustenta um exército de aspones em Brasília e nas bases eleitorais das excelências. No cotão, cabe uma infinidade de despesas, como passagens aéreas, planos de telefonia, abastecimento, alimentação… Cada um dos 513 deputados pode torrar R$165.806,07 como verba de gabinete. O limite é mensal para custear os salários dos pendurados.
Cada contratado, livremente selecionado pelo parlamentar, pode receber um salário de fazer inveja, coisa de marajá: R$25.958,90. A conta é assim: só de verba de gabinete foram R$448,3 milhões. Com o cotão, lá se vão mais R$133,3 milhões. E o ano ainda não acabou. Coloca no bolo outros R$2,4 milhões que a Câmara (nós) bancou a título de auxílio-moradia aos nobres, que já têm salário de R$46,3 mil.
Lulinha, Roberta e Careca, trio que virou alvo da PF A ordem do ministro do STF André Mendonça para que a Polícia Federal investigue Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, expõe suspeitas de tráfico de influência e corrupção contra filho do presidente que já cumpriu pena de prisão, em regime fechado, por corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação agora inclui as figuras-chave da lobista Roberta Luchsinger e de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, além de Lulinha, na intermediação de negócios no governo do pai, em troca de vantagens.
Viagens conjuntas, Roberta recebendo pagamentos de R$1,5 milhão e menções a “filho do rapaz” são detalhes que a PF deverá investigar. A tramoia envolveria o Ministério da Saúde e o gabinete pai para compra milionária de produtos derivadas de maconha ou “cannabis medicinal”. Apesar das suspeitas contra seu gabinete, Lula sempre se refere ao problema como se fosse só do filho, em cuja “inocência” diz acreditar. Vereador Totó Bezerra, de Teresina (PI), fotógrafo, certa vez recebeu em sua loja – vizinha a um banco – a visita do deputado João Clímaco.