Agronegócio

Congelamento do Fethab traz alívio ao setor produtivo

Em meio a um cenário de aumento de custos de produção, juros elevados e margens cada vez mais apertadas no campo, a confirmação do congelamento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para o segundo semestre de 202...

Por EDS NEWS • 14/07/2026 01:15 (horário de MT)

Em meio a um cenário de aumento de custos de produção, juros elevados e margens cada vez mais apertadas no campo, a confirmação do congelamento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para o segundo semestre de 2026 foi defendida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) como uma medida importante para garantir mais equilíbrio econômico ao setor produtivo. A decisão representa um alívio em um momento de forte pressão no campo, especialmente diante dos desafios logísticos e financeiros enfrentados pelos produtores rurais.

Para o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, o congelamento do Fethab evita um aumento imediato sobre a carga tributária e contribui para dar mais previsibilidade ao planejamento das próximas safras. “É um alívio diante de um cenário de crise. Hoje, o custo do Fethab por hectare pago pelo produtor gira em torno de R$ 185, enquanto a renda estimada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) é inferior à metade desse valor.

Com o congelamento mantido desde o ano passado e, caso haja a renovação do Fethab 2 até o final de 2027, estima-se que o produtor mato-grossense deixe de desembolsar entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,7 bilhão. Esse é um recurso que permanece no caixa do produtor e pode ser direcionado principalmente para o custeio das próximas safras, especialmente em um momento em que o crédito está mais restrito e os juros seguem elevados garantindo um fôlego financeiro”, afirmou o presidente.

Além dos reflexos diretos para o setor produtivo, a manutenção do congelamento também é entendida como uma medida de interesse social, uma vez que ajuda a conter novos aumentos nos custos de produção e, consequentemente, reduz a pressão sobre os preços dos alimentos. “Esse recurso, permanecendo nas mãos do produtor, acaba retornando para a economia de várias formas: na manutenção de máquinas, na contratação de mão de obra, na prestação de serviços e em investimentos dentro da propriedade.