Economia

Busca por silos de alta performance em MT é acelerada por déficit e clima

Instabilidade climática e pressões no frete levam produtores a investir em engenharia de fluxo contínuo para evitar filas e proteger a qualidade dos grãos Por Cássia Lombardi editoria@ruralnews.agr.br Instagram Linkedin Publica...

Por EDS NEWS • 09/07/2026 06:37 (horário de MT)

Instabilidade climática e pressões no frete levam produtores a investir em engenharia de fluxo contínuo para evitar filas e proteger a qualidade dos grãos Por Cássia Lombardi editoria@ruralnews.agr.br Instagram Linkedin Publicado em: 07/07/2026 às 15:35:00 O avanço da produção agrícola em Mato Grosso vem ampliando a pressão sobre a infraestrutura de pós-colheita do estado. Historicamente, a região opera sob um déficit de capacidade estática superior a 40 milhões de toneladas, de acordo com dados oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O cenário ganhou contornos ainda mais críticos devido aos reflexos climáticos que provocaram chuvas irregulares e janelas de colheita severamente estranguladas. O resultado direto é a chegada de grãos com teores de humidade muito acima da média aos armazéns. Essa mudança transforma o desafio logístico de espaço em um gargalo urgente de velocidade de processamento, secagem e eficiência operacional dentro das propriedades e cooperativas.

Lentidão no recebimento de grãos encarece o frete rodoviário Segundo Henrique Moraes, especialista em infraestrutura de armazenagem e movimentação de grãos, a instabilidade climática alterou drasticamente a dinâmica de recepção das unidades. Com o produtor forçado a acelerar as colhedoras para proteger a safra no campo, o tempo de retenção e as filas de camiões nas estruturas analógicas dispararam. Esse movimento gera o chamado efeito “estadia”, que consiste no tempo ocioso do motorista na plataforma de descarga.

Conforme indicadores de mercado do Imea e do Esalq-Log (USP), essa lentidão no recebimento das plantas tradicionais sobrecarrega os equipamentos de movimentação. Além disso, o atraso no descarregamento encarece o custo do frete rodoviário em até 20% nos períodos de pico da safra, corroendo as margens financeiras da atividade agrícola. Para mitigar o colapso operacional das plantas, a demanda tem migrado rapidamente para sistemas de automação preditiva e engenharia de fluxo contínuo, capazes de elevar a taxa de ocupação dos silos com segurança.