Cultura

Bonito Cinesur abre 4ª edição com homenagem a Paulina García e defesa do cinema sul-americano

Bonito voltou a ser a capital do cinema sul-americano nesta sexta-feira (24), com a abertura oficial da 4ª edição do Bonito Cinesur – Festival de Cinema Sul-Americano. Até 1º de agosto, a cidade recebe produções de dez países,...

Por EDS NEWS • 25/07/2026 00:08 (horário de MT)

Bonito voltou a ser a capital do cinema sul-americano nesta sexta-feira (24), com a abertura oficial da 4ª edição do Bonito Cinesur – Festival de Cinema Sul-Americano. Até 1º de agosto, a cidade recebe produções de dez países, além de oficinas, seminários, debates e encontros com cineastas, atores e estudantes, em uma programação totalmente gratuita. A cerimônia de abertura, realizada no Centro de Convenções de Bonito, foi apresentada pelo ator Reynaldo Gianecchini e homenageou a atriz, diretora e dramaturga chilena Paulina García, vencedora do Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim.

Na sequência, o público acompanhou a exibição de Querido Trópico, da diretora panamenha Ana Endara, estrelado justamente por Paulina García. Para o diretor do festival, Nilson Rodrigues, o principal objetivo do Cinesur é ampliar o espaço para produções que raramente chegam ao circuito comercial brasileiro. “Infelizmente a gente recebe quase que só um tipo de cinematografia no mercado brasileiro. Então essa é uma oportunidade singular de receber filmes do Equador, da Colômbia, da Bolívia, da Argentina, do Uruguai e do Chile.

O nosso propósito é fazer do Brasil um centro de olhar para as cinematografias da América do Sul”, afirmou. Mais espaço para o cinema sul-americano Segundo Nilson Rodrigues, o cinema produzido na América do Sul vive um momento de reconhecimento internacional, mas ainda enfrenta dificuldades para alcançar o público. “O cinema sul-americano tem muito potencial. A gente ganha o Oscar, ganha o Festival de Cannes, ganha o Festival de Berlim. O que precisa é ter espaço para essa cinematografia circular”, destacou.

Ele citou o recente desempenho do cinema brasileiro em festivais internacionais e lembrou que outros países do continente também vivem um momento de fortalecimento da produção audiovisual, apesar das dificuldades enfrentadas por alguns mercados, como o argentino. “O que precisa é de mais telas para mostrar os nossos filmes”, resumiu. O diretor também destacou que o festival busca valorizar artistas latino-americanos que conquistaram reconhecimento internacional, mas ainda são pouco conhecidos pelo público da própria região, como a homenageada desta edição, Paulina García.