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Avião que fez pouso de emergência em MT estava com combustível automotivo, diz CENIPA; piloto sem habilitação

Na ocasião, estavam o piloto e um passageiro que não se feriram. O fato ocorreu em fevereiro de 2023, entretanto foi concluída a investigação somente no último dia 29. Conforme o relatório que Só Notícias teve acesso, a aeronave decolou do aeródromo de Primavera do Leste com destino a um aeródromo em Nova Ubiratã, por volta das 09h20min, para um voo de translado com um condutor e um passageiro a bordo. Com cerca de vinte e cinco minutos de voo, a aeronave perdeu potência no motor e o condutor optou por realizar um ...

Por EDS NEWS • 12/11/2024 09:28 (horário de MT)

Na ocasião, estavam o piloto e um passageiro que não se feriram. O fato ocorreu em fevereiro de 2023, entretanto foi concluída a investigação somente no último dia 29.

Conforme o relatório que Só Notícias teve acesso, a aeronave decolou do aeródromo de Primavera do Leste com destino a um aeródromo em Nova Ubiratã, por volta das 09h20min, para um voo de translado com um condutor e um passageiro a bordo. Com cerca de vinte e cinco minutos de voo, a aeronave perdeu potência no motor e o condutor optou por realizar um pouso de emergência em Campo Verde.

Segundo os investigadores do órgão federal, o condutor da aeronave não era habilitado e não possuía qualquer tipo de registro junto ao Sistema Integrado de Informação da Aviação Civil. Considerando que a aeronave estava inscrita na categoria de registro Privada Experimental (PET), a sua operação estava submetida às regras estabelecidas no Regulamento Brasileiro da Aviação Civil, informou o CENIPA.

Dessa forma, para operar este tipo de equipamento, o condutor deveria possuir, ao menos, o Certificado de Piloto Aerodesportivo e a habilitação de Aeronave Desportiva de Asa Fixa Terrestre válidos. O relatório apontou também que a aeronave deveria possuir o certificado de marca experimental, o certificado de autorização de voo experimental e o certificado de verificação de aeronavegabilidade. Contudo, essas documentações não foram apresentadas à comissão de investigação e também não eram do conhecimento do condutor.

O relatório alega que as condições meteorológicas no local do acidente eram propícias à realização do voo. Além disso, não foi possível verificar as condições de peso e balanceamento da aeronave no momento da ocorrência. Segundo o condutor, a aeronave havia sido abastecida com oitenta litros totais e não foi possível coletar amostra de combustível para análise.