Acusado de caloteiro, Fávaro tenta explicar pesquisa que virou caso de Justiça

JB News Da redação O senador Carlos Fávaro (PSD) enfrenta uma das maiores crises políticas de sua trajetória recente após ter seu nome incluído em uma ação de indenização por danos morais movida por uma prestadora de serviços que afirma ter sido submetida a condições degradantes durante a realização de uma pesquisa de opinião em Cuiabá.
O processo, que pede aproximadamente R$ 65,6 mil em indenização, ganhou grande repercussão em Mato Grosso e levou o parlamentar a convocar uma coletiva de imprensa, além de acionar a Justiça Eleitoral alegando ser alvo de uma campanha de desinformação destinada a desgastar sua imagem em pleno período eleitoral. A autora da ação, Patrícia Cristina da Silva, relata que foi contratada em maio deste ano para trabalhar na aplicação de questionários em diversos bairros da Capital, entre eles Pedra 90 e Tijucal.
Segundo ela, o acordo inicial previa remuneração fixa de R$ 1.850, mas, após o início dos trabalhos, as regras teriam sido alteradas sem sua concordância. Conforme a petição, o pagamento passou a depender da produtividade e da validação das entrevistas realizadas, sistema que, segundo a trabalhadora, reduziu significativamente o valor que receberia pelo serviço executado. Na ação, Patrícia afirma que realizou 499 entrevistas, porém sustenta que parte desse trabalho jamais foi remunerada.
Ela também narra que os pesquisadores eram obrigados a comprovar cada visita enviando fotografias das residências por meio de grupos de WhatsApp, prática que, segundo sua versão, os expunha a constrangimentos, riscos e intensa pressão por metas. Prints dessas conversas foram anexados ao processo para demonstrar as cobranças consideradas excessivas. Outro ponto central da denúncia envolve as condições de trabalho. A pesquisadora afirma que a equipe permanecia durante horas sob o forte calor de Cuiabá sem que houvesse fornecimento de água potável ou qualquer estrutura mínima para execução das atividades.