Política

Abilio atribui avanço da pobreza ao cenário econômico nacional e contesta críticas do TCE sobre Cuiabá

A declaração do presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, de que Cuiabá e Várzea Grande estariam se transformando em um “bolsão de miséria e favelas”, provocou reação imediata do prefeito da Capital, Abilio Brunini (PL).

Por EDS NEWS • 29/07/2026 14:19 (horário de MT)

Ao comentar as críticas feitas pelo chefe da Corte de Contas, o gestor municipal afirmou que o crescimento da vulnerabilidade social é consequência do atual cenário econômico do país e atribuiu a situação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Questionado sobre o alerta feito pelo presidente do TCE, que também chamou atenção para problemas relacionados ao aumento da pobreza e à proliferação de bolsões de lixo na cidade, Abilio respondeu de forma direta e disse que a crise econômica nacional tem ampliado o número de famílias em situação de extrema vulnerabilidade. “A resposta é ‘faz o L’, né? Mas eu não posso fazer essa resposta. Por que está virando bolsões de miséria? Porque a população está passando dificuldade. O Brasil nunca teve uma situação como está passando hoje. Se você for lá na fila dos ossinhos, está lá, aumentando”, declarou.

Ao citar a chamada “fila dos ossinhos”, o prefeito fez referência ao episódio que ganhou repercussão nacional em 2021, quando centenas de pessoas enfrentavam longas filas em Cuiabá para receber doações de retalhos de ossos com restos de carne, situação que se tornou símbolo do avanço da fome durante o período de forte crise econômica e dos efeitos da pandemia. Segundo Abilio, o aumento da vulnerabilidade social pode ser observado em diversas regiões da cidade e demonstra que programas de transferência de renda já não conseguem atender plenamente a população de baixa renda.

“Se você for aos bairros da nossa cidade, vai perceber que cresce o número de pessoas em condições de vulnerabilidade. Muitas delas não conseguem mais se sustentar e nem mesmo programas sociais, como o Bolsa Família, têm sido suficientes para garantir a sobrevivência dessas famílias”, afirmou. Os dados econômicos também refletem a pressão sobre o orçamento das famílias cuiabanas. Mesmo com uma pequena redução registrada nos preços de alguns alimentos durante a última semana de julho, a cesta básica permanece em um dos maiores patamares dos últimos anos.