A Volkswagen avalia cortar mais de 50.000 empregos para reduzir custos. Com a medida, o total de demissões no grupo chegaria a 100.000. A informação é da Reuters, publicada nesta 2ª feira (13.jul.2026), com base em um memorando interno do CEO da montadora, Oliver Blume. Segundo o executivo, a empresa alemã tem uma desvantagem de custos de cerca de 20% em relação às concorrentes. O grupo já havia acertado a redução de 50.000 vagas, incluindo nas subsidiárias Porsche e Audi.
Se o novo corte for aprovado, o total de demissões no grupo pode chegar a 100 mil [shortcode-newsletter] A divulgação do documento se dá depois de protestos de trabalhadores. Representantes dos funcionários barraram propostas que incluíam novos cortes e o possível fechamento de 4 fábricas na Alemanha (Emden, Hanover, Zwickau e Neckarsulm). No memorando, Blume afirmou preferir "soluções inteligentes" ao encerramento das unidades. Citou como alternativas a produção de equipamentos de defesa ou a fabricação de modelos chineses da Volkswagen na Europa.
A maior montadora europeia enfrenta pressão nos resultados por causa de gastos com tarifas e do aumento da concorrência na China. Refletindo o cenário, as ações da companhia atingiram nesta 2ª feira (13.jul) o menor nível desde julho de 2010.
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