Estudo do Imea mostra que o crédito problemático no estado atingiu recorde histórico de 18,22% da carteira devido a juros altos e preços baixos das commodities Por Cássia Lombardi Um novo estudo sobre endividamento rural elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta aumento do crédito problemático, da inadimplência e das renegociações no estado. Esse crescimento, considerado expressivo pelo Imea, aconteceu diante do reflexo da queda nos preços das commodities, de juros mais altos, conflitos internacionais e de custos de produção elevados.
O levantamento compara os períodos de 2017 a 2021, marcado por um ciclo favorável ao setor, com os anos de 2022 a 2026, quando o cenário econômico passou a pressionar a rentabilidade do produtor rural em todo o Brasil. Alta na expansão do crédito e custos financeiros De acordo com o Imea, os novos dados mostram que Mato Grosso teve uma alta na expansão do crédito rural. O volume de recursos utilizados pelos produtores saltou de R$ 15,58 bilhões na safra 2016/17 para R$ 47,43 bilhões em 2023/24.
Somente o custeio das lavouras de soja e milho, por exemplo, avançou de R$ 5,65 bilhões para R$ 15 bilhões no mesmo período. Paralelamente, o custo desse financiamento aumentou de forma gradativa, e programas de crédito tiveram elevação nas taxas de juros. Enquanto isso, a taxa Selic atingiu 14,25% ao ano, o que elevou o custo financeiro das operações e reduziu a capacidade de investimento dos produtores. Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, a produção não é o maior desafio para as propriedades. “O produtor continua produzindo bem, mas esse esforço já não tem se traduzido em resultado financeiro.
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